Como introduzir práticas do BDSM na sua relação, de verdade e sem enrolação!
Tudo o que eu gostaria que tivessem me dito antes da minha primeira sessão
Você é daquelas pessoas que morre de curiosidade sobre BDSM e fetiches, mas quanto mais pensa sobre isso, mais distante parece a ideia? Então esse texto foi feito pensando em você, meu caro jovem gafanhoto.
Talvez você conheça o BDSM por filmes como 50 Tons de Cinza (não vou entrar no mérito de julgar o filme — querendo ou não, ele foi porta de entrada para esse assunto em grande parte da nossa geração). Ou pior: pela pornografia…
Se o seu desejo for verdadeiro, fica comigo até o fim desse texto. Aqui você vai aprender de forma ética, acessível e prática sobre esse universo fantástico e totalmente real do BDSM. Bora lá?
Primeira coisa: converse com seu parceiro
Por incrível que pareça, muita gente acha que é só chegar e começar a mandar, que naturalmente a outra pessoa vai obedecer. Que é só sentir o momento e virar um tapão na bunda ou na cara da outra. Calma lá, meu parceiro.
Uma das bases do BDSM é consentimento. Concorda comigo que se você realiza qualquer prática sem comunicar antes, você tá fazendo tudo, menos praticando BDSM? (E, pelo amor de Deus, não seja inconveniente de sair dando tapa na cara de alguém sem perguntar antes se a pessoa curte isso!)
Então, separe um momento para conversar sobre. Não precisa ser nada formal ou pesado.
Sugestões práticas de como trazer o assunto:
Durante um date de vocês;
Num momento de intimidade;
Em forma de preliminar, mandando uma mensagem tipo: “Tô sonhando em te amarrar e te dominar por completo. O que você acha?”
Fazendo uma brincadeira de perguntas e respostas sobre desejos, tipo: “O que você sempre teve vontade de fazer, mas nunca rolou?”
Isso não só esquenta a conversa, como ajuda vocês a se conhecerem melhor. Autoconhecimento é sexy. Cuidado pelo outro é afrodisíaco. Bora juntar os dois?
Segunda coisa: pesquise
(todos materiais citados estarão no fim desse texto)
Beleza, já conversaram, alinharam as ideias e amadureceram elas? Agora é hora de estudar. Leia, assista conteúdos, procure locais fetichistas na sua cidade, participe de grupos de estudo.
Não pense que porque você é “formado pela vida”, você sabe o que está fazendo no BDSM.
“Ah, Melissa, mas eu não preciso estudar pra dar um tapa na cara de ninguém, que bobagem.”
Bobagem até dar merda. Então vamos ser conscientes e adultos, tá legal? Pra tudo existe um básico que você precisa saber. E o mais gostoso é consumir esses conteúdos juntos: informação salva vocês de ciladas.
Infelizmente, ainda não temos tantos conteúdos em português sobre BDSM e fetiches — no máximo uns cinco gatos pingados escrevendo de forma ética por aí.
Mas já adianto o essencial que você deve aprender:
Primeiros socorros básicos: pontos perigosos, onde pode e onde não pode bater, o que fazer se acontecer algo.1
Mapa de spanking.2
Bases do BDSM: SSC, RACK e PRICK.3
Palavra de segurança (ou usem amarelo e vermelho, o clássico atemporal).
Limites físicos e emocionais: rígidos e flexíveis.
Aftercare: como cuidar um do outro depois da prática.
Papéis dentro do BDSM: Dom/Sub, Top/Bottom, Switch.
Conhecimento separa prazer de frustração. Estudar evita que role algo que ninguém queira e, de quebra, deixa tudo mais seguro e gostoso.
Terceira coisa: coloque a mão na massa
Conhecimento sem prática se perde. Então bora sair da teoria.





